Oásis – uma homenagem às crianças

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Temos oásis incrivelmente verdejantes e cheios de frutos em meio à secura deste deserto ético e moral que tenta minar a nossa crença no presente e no futuro. Oásis que iluminam o cotidiano e nos fazem acreditar que é possível fazer diferente. Um destes oásis passa pela educação infantil, fundamental para a formação de pessoas que contribuam efetivamente para a construção de um mundo melhor.

Conto aqui um pouco do oásis que encontrei em 2017.
A jornalista Cristina Pozzobon, com quem já fiz algumas boas aventuras na área editorial, me ligou e perguntou: Topas fazer o livro do Pato, uma escola infantil que faz 50 anos, com a Rosina (Duarte)? Imediatamente saltou da minha memória a escola onde estudaram os filhos de amigos muito queridos, desses para a vida toda: Custódio (Luiz Antônio Bolcato Custódio), arquiteto e Teresa (Maria Teresa Chaves Custódio), professora, pais da Bianca e do Miguel. A resposta foi sim, sem pestanejar. Não resisti e liguei em seguida para a família Custódio. Queria confirmar se a memória não me traía e contar a boa nova. Qual não foi a minha surpresa: Teresa começou a falar e chorou. De emoção, literalmente!

Que escola é essa? Fiquei ruminando. Até ser convocada para a primeira reunião com as fundadoras. Cheguei atrasada e a conversa corria solta e animada. A tarde voou e saí renovada, mais jovem do que nunca. E assim foi sucessivamente ao longo dos meses. E assim entendi o choro da minha amiga.

Ouvir Beth (Elizabeth Mariani) e Marcia (Marcia Palmira Sacco), as fundadoras do Pato, foi mágico pra mim nesse momento da vida. E ouvir Laura, Patrícia e Mônica confirmava a magia, sublinhada depois pelos depoimentos que fomos colhendo, Rosina e eu. Depoimentos que começaram em uma grande e catártica reunião na escola com muitos pais e ex-alunos que falaram emocionados e com muita alegria sobre o Pato. Depois, tive encontros incríveis em busca de mais depoimentos. Com a psicanalista Lucrécia Zavaschi, a psiquiatra e pediatra Geraldina Viçosa, a família Cohen com sua sacola de preciosidades, a família Loss que me esperava inteira na volta de uma mesa, Marta Saldanha, uma das fundadoras, e tantos outros que chegaram por e-mail, como o dos Grassi, por telefone, pelo whats, como o de Ana Flávia Baldisserotto. Tudo à flor da pele!

Foram sete meses de muito trabalho, muito afeto, muita adrenalina, muitas entrevistas, muita parceria, muita busca e muita ansiedade. Escritos e escritos. Revisões. Ajustes. Outras revisões. Mais escritos. Encontros com a Cris para seleção de fotos e para ver a proposta gráfica. Depoimentos de última hora. Uma enorme responsabilidade! Até o ponto final, que não é final, porque a história não se acaba. E tanta experiência, convicção, dedicação não cabem inteiros nessas amorosas 151 páginas.

pato

Pato – uma criança de 50 anos, o livro que conta um pouquinho desta escola que fez e faz a diferença na educação infantil, ficou pronto. Vê-lo assim acabado, todo bonito, cheio de lindas histórias e muita delicadeza, tão lúdico, é uma emoção indescritível. Emoção que, talvez, só eu, neste momento louco da minha vida, possa entender.
É um horizonte claro, cristalino. É um rasgo enorme de esperança, simplicidade e muito amor nestes tempos incertos e sombrios. Há quem trabalhe com afeto. Há quem priorize a criança. Há quem acredite na educação e tenha convicção de que é na infância que se afaga a essência do adulto que somos. Há muita luz nesse caminho.
Só tenho a agradecer por essa jornada. Conhecer as fundadoras e a equipe da escola e suas histórias me fizeram uma “patinha”. Simples assim!

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